Home > Tipití > Vol. 22 > Iss. 1 (May 2026)
Abstract
This paper focuses on the bonds of kinship and care between humans, cultivated plants, and other-than-human beings in Indigenous gardens, myths, rituals, and shamanism, across Lowland South America. Drawing on Krahô ethnography and a review of ethnological literature, it highlights the contributions of Americanist ethnology to wider debates about multispecies relation, particularly with regard to vegetal agency. By exploring the ambivalent meanings of care- such as “caring,” “raising,” and “nurturing,” as well as “being careful,” “having respect,” and “taking precautions”- I examine how kinship relations between humans and their cultivated plants are made through care and unmade through its absence (which may point to dehumanization and transformation of person). I argue that the vitality, abundance, and diversity of gardens emerge through relations of interdependence, bodily co-constitution, and reciprocity among humans, plants, spirits, and cosmological “owners,” also considering the dangers of daily life and relationships of counter-predation. I also suggest that vegetal regeneration is significant for understanding processes of kinship, its continuity, transformation, and renewal in Indigenous worlds, offering a broader perspective on the intertwined life cycles of humans and plants.
Translated Article Title
Fazendo parentesco com plantas e os múltiplos significados do cuidado nos jardins indígenas amazônicos
Translated Abstract
Este artigo aborda os vínculos de parentesco e cuidado entre humanos, plantas cultivadas e seres outros-que-humanos nas roças, nos mitos, nos rituais e no xamanismo entre povos indígenas das Terras Baixas Sul-Americanas. A partir da etnografia Krahô e de uma revisão da literatura etnológica, busco destacar as contribuições da etnologia ameríndia para os debates mais amplos sobre relações multiespécies, particularmente, no que se refere à agência vegetal. Ao explorar os significados ambivalentes do cuidado — como “cuidar”, “criar” e “nutrir”, mas também “ter cuidado”, “ter respeito” e “tomar precauções” —, analiso como as relações de parentesco entre humanos e suas plantas cultivadas são feitas e desfeitas por meio do cuidado e de sua ausência (o que pode apontar para processos de desumanização e transformação da pessoa). Argumento que a vitalidade, a abundância e a diversidade das roças emergem de relações de interdependência, constituição corporal e reciprocidade entre humanos, plantas, espíritos e “donos/as” cosmológicos, considerando os perigos da vida cotidiana e as relações de contrapredação. Sugiro ainda que a regeneração vegetal é fundamental para compreender processos de parentesco, sua continuidade, transformação e renovação nos mundos indígenas, oferecendo uma perspectiva mais ampla sobre o entrelaçamento entre ciclos de vida de humanos e plantas.
Keywords
Cultivated plants; Kinship; Care; Multispecies ethnography; Indigenous ontologies
Recommended Citation
Morim de Lima, Ana Gabriela
(2026).
"Making kinship with plants and the multiple meanings of care in Amazonian Indigenous gardens",
Tipití: Journal of the Society for the Anthropology of Lowland South America:
Vol. 22:
Iss.
1, 1-25.
DOI: https://doi.org/10.70845/2572-3626.1420
Available at:
https://digitalcommons.trinity.edu/tipiti/vol22/iss1/1