Volume 22, Issue 1
(May 2026)
This is our last issue as an editorial team. With it, we end a four-year cycle of very rewarding dedication and collective work. We leave the journal fit to continue its existence as a publication of excellence and dependable regularity. The current issue, in its diversity, reflects what we have seen anthropologists of the lowlands achieve in articles published here in recent years. It offers a contribution to exploring the interconnections between kinship and plants, highlighting new approaches to care, gender, and land in their indigenous singularities with the articles by Ana Gabriela and Nils Vedal; the reconfiguration and critical debate on the theme of predation as socio-cosmology is well represented in the text by Uirá Garcia, while both he and Pierre Auzerau revisit an anthropology of the senses in relations with the forest and with forms of political struggle; Arno Holl and Silvia Romio offer approaches that are very representative of the new relationships between anthropology and history in dealing with the past, which we also wanted to bring to Tipiti in these years. “Village Stone: Encounters, Dreams, and Waiwai Reactivations” is a text of multiple or collective authorship by Indigenous and non-Indigenous anthropologists and archaeologists. We note that from the outset of our editorial process, in each issue of Tipití we have had at least one text authored by an Indigenous person. These are texts with a necessary openness to experimentation in writing and, specifically, to innovation in knowledge. The keynote with which we close this issue was given as a Peter Gow memorial lecture by Márcio Goldman, an anthropologist specializing in religions of African origin in Brazil; perhaps its publication here leaves doors open for greater multiplicity in Lowland studies. Over these years we have included texts on Indigenous peoples of Northeast Brazil, the Guarani of the south, and the peoples of the Chaco, recalling and opening the journal to the richness of Lowland studies beyond the Amazon.
We conclude this cycle with thanks to the authors who have trusted Tipití over the years, and to the excellent production team we have managed to retain, with some very successful changes to the language reviewers who are now on the list indicated alongside.
Long live Tipití!
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Este número é o nosso último enquanto equipa editorial. Fechamos um ciclo de quatro anos de dedicação e trabalho coletivo muito gratificantes. Deixamos a revista pronta a uma vida de publicação frequente e de elevadíssima qualidade. O número espelha na sua diversidade o que vimos os antropólogos das Terras Baixas concretizarem nos artigos publicados aqui nos últimos anos. Neste número trazemos contributos para a exploração dos entrelaçamentos entre parentesco e plantas, assinalando as novas aproximações ao cuidado, ao género e à terra nas suas singularidades indígenas com os artigos de Ana Gabriela e Nils Vedal; a reconfiguração e debate crítico da temática da predação como socio-cosmologia é bem representado no texto de Uirá Garcia, enquanto que, tanto ele quanto Pierre Auzerau, retomam uma antropologia dos sentidos na sua relação com a floresta e com formas de fazer luta política; Arno Holl e Silvia Romio oferecem abordagens bem representativas das novas relações entre antropologia e história para lidar com o passado, que nestes anos também quisemos trazer à Tipiti. A “Pedra da Aldeia: encontros, sonhos e reativações Waiwai” é um texto de autoria múltipla ou coletiva de antropólogos e arqueólogos indígenas e não indígenas. Destacamos que em cada número da Tipití, desde que iniciámos o nosso processo editorial, tivemos pelo menos um texto de autoria indígena. São textos com a abertura necessária à experimentação da escrita e a uma inovação particular no conhecimento; A keynote com que fechamos este número é uma memorial lecture a Peter Gow, proferida por Márcio Goldman, um antropólogo especialista nas religiões de matriz africana no Brasil, talvez deixando portas abertas para mais multiplicidades de Terras Baixas. Ao longo destes anos incluímos textos sobre indígenas do Nordeste do Brasil, os Guarani do sul e os povos do Chaco, relembrando e abrindo a revista à riqueza dos estudos das Terras Baixas para além da Amazónia.
Acabamos este ciclo com um agradecimento aos autores e autoras que ao longo destes anos confiaram na Tipití, e à excelente equipa de produção que conseguimos manter, com algumas alterações de grande sucesso nos revisores de língua que já integram a lista indicada ao lado.
Vida longa à Tipití!
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Este número es el último bajo nuestra gestión como equipo editorial. Cerramos un ciclo de cuatro años de dedicación y trabajo colectivo sumamente gratificante y dejamos la revista preparada para una etapa de publicación frecuente y de altísima calidad. La diversidad de este número refleja desarrollos de los antropólogos de las Tierras Bajas presentes en artículos publicados durante los últimos años. En esta edición presentamos contribuciones sobre las interrelaciones entre parentesco y plantas, destacando las nuevas aproximaciones al cuidado, al género y a la tierra en sus singularidades indígenas, con los artículos de Ana Gabriela y Nils Vedal. La reconfiguración y el debate crítico de la temática de la depredación como sociocosmología están bien representados en el texto de Uirá Garcia. Tanto este autor como Pierre Auzerau retoman una antropología de los sentidos en su relación con el bosque y con formas de hacer lucha política. Arno Holl y Silvia Romio ofrecen enfoques muy representativos de las nuevas relaciones entre antropología e historia para abordar el pasado, un tema que también quisimos incorporar a Tipití durante estos años. “La Piedra de la Aldea: encuentros, sueños y reactivaciones waiwai” es un texto de autoría múltiple o colectiva, escrito por antropólogos y arqueólogos indígenas y no indígenas. Queremos destacar que en cada número de Tipití, desde que iniciamos nuestro proceso editorial, hemos incluido al menos un texto de autoría indígena. Son textos que aportan la apertura necesaria para la experimentación en la escritura y para una innovación particular en la producción de conocimiento. La conferencia magistral con la que cerramos este número es una memorial lecture dedicada a Peter Gow, pronunciada por Márcio Goldman, antropólogo especialista en las religiones de matriz africana en Brasil, quizá dejando abiertas las puertas a nuevas multiplicidades de las Tierras Bajas. A lo largo de estos años incluimos textos sobre pueblos indígenas del Nordeste de Brasil, los guaraníes del sur y los pueblos del Chaco, recordando y abriendo la revista a la riqueza de los estudios de las Tierras Bajas más allá de la Amazonía.
Concluimos este ciclo agradeciendo a los autores y autoras que, a lo largo de estos años, confiaron en Tipití, así como al excelente equipo de producción que logramos mantener, con algunas renovaciones muy exitosas entre los revisores lingüísticos que ya integran la lista indicada al margen.
¡Larga vida a Tipití!